A energia eólica e um resumo do cenário mundial e nacional

Talvez você não tenha percebido, mas há séculos a energia eólica tem sido fundamental para a vida na terra. Pensando em um contexto histórico, no século XI os moinhos de água e vento eram a maior inovação industrial.

Mais adiante, as grandes navegações (que transformaram o comércio mundial no século XV) não seriam possíveis sem a força dos ventos. Atualmente, a energia cinética do vento é protagonista na produção de energia renovável tanto no Brasil quanto no mundo.

O que é energia eólica?

A energia eólica é limpa e renovável porque não emite gases de efeito estufa na produção de eletricidade, além de ser proveniente de um recurso natural inesgotável. O vento é formado pela movimentação de massas de ar geradas pela troca de calor entre a temperatura e a pressão atmosférica. Com o uso de torres, pás e turbinas (hubs), o movimento das hélices gera força mecânica, que por sua vez converte-se em eletricidade.

Para identificar uma usina eólica, basta visitar cidades como Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde é possível ver uma floresta de grandes torres e três pás girando no alto como grandes ventiladores. O melhor vento é aquele que é constante e que se mantém na mesma direção.

As usinas eólicas transmitem essa energia por linhas de transmissão e subestações, permitindo que consumidores comerciais de grande e pequeno porte de todo o país comprem energia renovável, por meio do Mercado Livre de Energia, garantindo economias que podem chegar a 30% com a compra de energia incentivada.

Segundo o Global Wind Energy Council (GWEC), divulgado em março de 2022, a capacidade global de energia eólica é agora de até 837 gigawatts (GW), ajudando o mundo a evitar mais de 1,2 bilhão de toneladas de CO2 anualmente – o equivalente às emissões anuais de carbono da América do Sul.

A indústria eólica global teve seu segundo melhor ano em 2021, com quase 94 GW de expansão, perdendo apenas para o recorde de 2020 (97 GW). Para fins de comparação, somando os dois últimos anos, equivale a construir 13 usinas do tamanho da Binacional Itaipu (14 GW), segunda maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas (22,5 GW).

Energia eólica no Brasil

No Brasil, a energia eólica vem crescendo desde 2005, impulsionada pelo Programa de Incentivo de Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), instituído pela Lei nº 10.438/2002. Em 2009, a fonte alternativa mostrou-se economicamente competitiva, provando sua viabilidade em leilões promovidos pelo Governo Federal.

Atualmente, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), temos 21.489 megawatts (MW) de potência em usinas eólicas, a maior parte concentrada nas Regiões Nordeste e Sul do país. A fonte representa 12,3% do total da matriz elétrica (175.214 MW) e já é uma das principais fontes de energia renovável do Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a indústria gera 11 postos de trabalho por MW instalado e impacta positivamente na economia local aumentando o PIB e o IDH dos municípios nos quais está inserida em cerca de 25%

Por oferecer diversos benefícios econômicos e socioambientais, a fonte eólica lidera a expansão do mercado livre no Brasil. Segundo dados divulgados em maio pela Associação Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica (ABRACEEL), do total de 45 GW de energia elétrica centralizada que estão em fase de construção para entrar em operação até 2026, 83% estão sendo viabilizados pelo mercado livre, o que representa mais de R$ 150 bilhões de investimentos nos próximos cinco anos.

Quer saber mais sobre energia eólica? Acompanhe nossa série de artigos no blog  da Thunders.

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